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A Agência de Publicidade Mythos em parceria com a Lusoimpex desenvolveu folder da Atlântica Máquinas que irá ser utilizado por nossos representantes em Angola.

Além desse material, foram distribuídos mais de 5.000 panfletos com promoção especial, durante a FILDA 2010.

Com essa ação pretendemos aguçar o interesse do angolano pelos equipamentos de fazer blocos de concreto, fabricados pela nossa cliente Atlântica Máquinas.

O nosso grande diferencial é que conseguimos oferecer ao cliente angolano uma solução de venda DDP (com entrega em Luanda) do equipamento, à um custo de mercado e num prazo menor do que ele estava habituado.

O interesse demonstrado tem sido muito intenso. Esperamos aumentar expressivamente as vendas dos equipamentos e Angola com essa ação promocional e com o trabalho intenso de nossos representantes em Luanda.

Lula apoia acordo entre BES, Bradesco e Banco do Brasil

Um negócio que contou com a aprovação do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu os presidentes dos bancos, após a assinatura do acordo de entendimento.

Da Redação

Brasília – O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, disse, nesta segunda-feira (9), que o acordo firmado com o Banco do Brasil e o Bradesco é uma alavanca extraordinária para os negócios do BES África, a holding do banco português para os negócios em países africanos.

A aliança “potencia o desenvolvimento em África das atividades da BES África”, disse o presidente da instituição financeira portuguesa, citado pelo Jornal de Negócios.

Ricardo Salgado destacou a importância do acordo com os dois bancos brasileiros, para expandir operações em países como Angola e Moçambique e Cabo Verde, onde o BES já está presente, mas também para o Norte de África.

Um negócio que contou com a aprovação do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu os presidentes dos três bancos, após a assinatura do acordo de entendimento.

“Tive oportunidade de estar com o presidente Lula”, afirmou Ricardo Salgado, “e agradeci-lhe a sua intervenção na parceria [da Portugal Telecom] com a Oi/Telemar”, que viabilizou simultaneamente a venda da Vivo à Telefónica. “Ele está muito contente com a parceria”, disse Ricardo Salgado ao Negócios.

Em comunicado, o BES salientou que “esta parceria consolida o acerto e oportunidade da estratégia internacional seguida pelo BES, focada no triângulo Portugal-Brasil-África”.

Num primeiro momento, esta parceria vai consubstanciar-se na abertura do capital da BES África – holding do Grupo BES para as participações em entidades financeiras em África – ao Banco do Brasil e ao Bradesco. Esta holding irá coordenar os futuros investimentos dos três grupos bancários em África, envolvendo a aquisição de participações em bancos e/ou o estabelecimento de operações próprias dos accionistas.

A parceria agora estabelecida irá potenciar as sinergias que resultam da crescente aposta que as empresas portuguesas e brasileiras vêm fazendo em África e consubstancia a complementaridade entre Portugal e o Brasil na abordagem ao mercado africano.

O estatal Banco do Brasil e o Bradesco estão entre as maiores instituições financeiras brasileiras. O Banco do Brasil com volume de ativos da ordem de 708,5 bilhões (mil milhões) de reais em dezembro de 2009, está presente em 23 países e possui 43 pontos de atendimento no exterior, incluindo um escritório de representação em Luanda (Angola).

O Bradesco é um dos maiores bancos privados brasileiros, com ativos totais equivalentes a 558,1 bilhões de reais em 30 de junho de 2010, com presença nos 5 564 municípios brasileiros.

 
Fonte: Revista África 21

FMI diz que economia angolana está a crescer

O valor total do acordo entre Angola e o FMI, com a duração de 27 meses, é de 1,4 mil milhões de dólares, dos quais 30 por cento deve ser obrigatoriamente utilizado no sector social.

Da Redação, com revista África 21

 

 

Luanda – A economia angolana regista uma recuperação “vigorosa”, como resultado do aumento do preço e da produção do petróleo.

A avaliação foi feita pelo gambiano Lamin Leigh, chefe de uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que esteve em Luanda de 28 de Julho a 6 de Agosto, para apreciar o cumprimento do acordo de stand by assinado com as autoridades angolanas em Setembro de 2009.

O valor total do acordo entre Angola e o FMI, com a duração de 27 meses, é de 1,4 mil milhões de dólares, dos quais 30 por cento deve ser obrigatoriamente utilizado no sector social.

Até agora, o fundo já desembolsou 500 milhões de dólares, devendo desembolsar outra tranche na sequência da avaliação acabada de realizar pela missão chefiada por Leigh.

Paraná vai ajudar Angola em programa de mobilidade urbana - 10/08/2010 16:26

Paranaenses poderão capacitar equipes angolanas que atuarão na elaboração de um programa de mobilidade urbana para a cidade de Luanda. Uma parceria com esse objetivo, a ser firmada entre o Governo do Paraná, a República de Angola e o Banco Mundial, começou a ser analisada pelo secretário do Desenvolvimento Urbano, Wilson Bley Lipski, e a coordenadora de projetos do Banco Mundial para a África, Paula Pini, que esteve em Curitiba para conhecer as soluções paranaenses nas áreas de mobilidade e transporte coletivo urbano.

Segundo Paula, o foco do trabalho será na área de integração do transporte coletivo entre a capital angolana e sua região metropolitana. “O Paraná é bastante conhecido no exterior pelas suas bem-sucedidas soluções para o problema da mobilidade e do transporte de passageiros. Por isso, viemos conhecer este trabalho para estabelecer uma futura parceria”, afirmou.

“Estamos à disposição, dentro das nossas possibilidades, para desenvolver em Angola as ações que asseguraram ao Paraná mais de sete anos de real acompanhamento da gestão pública e qualificação de seus servidores”, disse o secretário Wilson Lipski.

Ele lembrou que, desde 2003, o Governo do Estado realiza ações para capacitação dos servidores municipais e de líderes públicos, como o Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, que deverá contabilizar cerca de 20 mil alunos e atender 300 municípios, até o fim do ano.

“Em dez anos, teremos 50 mil servidores municipais graduados em gestão pública no Estado, principalmente nas regiões com menor IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]. Isto vai auxiliar os municípios na tarefa de pensar a cidade e de planejar as suas ações”, afirmou. Paula Pini disse que a capacitação de gestores e de servidores públicos também poderá ser objeto de um termo de cooperação entre o Paraná e Angola.

TRANSPORTE – O secretário mostrou para a coordenadora do Banco Mundial as diretrizes e ações do Programa de Integração do Transporte (PIT), realizado pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), vinculada à Sedu, que tem como objetivo estabelecer um novo eixo de transporte entre Curitiba e Região Metropolitana.

Com investimentos de R$ 124 milhões, o programa prevê melhorias em 75 quilômetros de obras viárias, duplicação de vias públicas, construção de trincheiras e construção, reforma e ampliação de 17 terminais metropolitanos de transporte coletivo.

O secretário lembrou ainda que, por meio do PAC da Mobilidade, serão destinados outros R$ 229,5 milhões em recursos do Governo Federal para o início de construção de um corredor metropolitano, de vias radiais de ligação entre a capital e o seu entorno e para implantação de um sistema de monitoramento do tráfego, criando rotas alternativas de tráfego entre Curitiba e a região metropolitana.

DESENVOLVIMENTO – Lipski apresentou o funcionamento, estruturação e atuação da Sedu e do Serviço Social Autônomo Paranacidade, e destacou a criação do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), administrado em parceria com a Agência de Fomento do Paraná S.A. (AFPR), que dispõe de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para financiamento de obras e ações de infraestrutura urbanas aos municípios paranaenses.

“Está foi uma forma de alavancar as obras nos pequenos municípios, que têm capacidade financeira muito limitada para estes projetos. Sabemos que, do total da receita deles, sobra de 7% a 10% da arrecadação, descontos os investimentos legais em áreas como educação, saúde e assistência social”, informou Lispki.

Para Paula, a alternativa vai ao encontro do grande assunto da África no momento, que é o fortalecimento dos governos locais. “É necessário criar entidades gestoras locais para atender as novas demandas de serviço que a urbanização pede. Neste contexto, a gestão urbana é um grande tema para as políticas setoriais”, comenta a coordenadora do Banco Mundial.

Também participaram da reunião o diretor-geral da Sedu, Mario Figueiredo, e a arquiteta e urbanista Rajindra Kaur Singh, ex-superintendente executiva do Paranacidade.

Fonte:  AEN-PR

Angola poderá ser a quinta maior economia de África em 2014

A economia angolana poderá tornar-se a quinta maior do continente africano em 2014, segundo projecções do economista angolano Alves da Rocha.

“Caso esse desiderato seja atingido, a economia angolana ficará a frente das economias de Marrocos e Líbia e atrás da África do Sul, Nigéria, Egipto, Argélia”, declarou o técnico, durante uma palestra sobre “A posição estratégica de Angola em África” no Fórum Estratégia e Competitividade, realizado em Luanda.

Essa projecção, segundo Alves da Rocha, é feita com base na evolução satisfatória que se tem registado nos últimos anos na taxa de Rendimento Nacional Bruto (RNB), na dinâmica da economia e no poder de compra dos seus habitantes.

Essa posição, advertiu, pode também ser concretizada caso haja uma estratégia empresarial consolidada, maior abertura da economia nacional ao estrangeiro, de modo ponderado, e maior competitividade nas empresas, assim como em outros sectores de actividade.

Nos anos de 2007 e 2008, mencionou, a economia angolana foi consecutivamente a sétima maior de África, entre 48 países, posicionando-se atrás da África do Sul (primeira da lista), Nigéria e Egipto, de acordo com dados da revista internacional de Economist Intelligent.

Nos anos em análise, notou, Angola apresentou valores do RNB que a permitiram ocupar essa posição, um lugar, que na sua óptica, constitui um desafio para os empresários angolanos e estrangeiros.

“O alcance dessa posição significa que há um espaço em África que pode ser cada vez mais conquistado, a julgar pela capacidade económica que Angola vem apresentando nos últimos anos, por isso é necessários mais investimentos e atitude empresarial”, afirmou.

Referiu que pesquisas da revista Intelligent demonstram que Angola tem condições para se tornar numa potência regional em África, avançando, entre outras, razões para isso o poderio militar, considerada já uma potência regional, pelo efectivo militar (constituído pelo menos 100 mil militares), equipamentos modernos das Forças Armadas Angolanas (FAA), assim como pela influência política do país.

A nível da Comunidade Económica do Estados da África Central (CEEAC), salientou que em 2008 a economia angolana foi a primeira da zona, seguida das economias dos Camarões, Gabão, RD Congo, Congo, Tchad e Ruanda.

Já na SADC, referiu que em 2008 Angola foi a segunda maior economia da região, a seguir a África do Sul e afrente da Tanzânia, Botswana, Zâmbia, Namíbia.

A dissertação de Alves da Rocha inseriu-se no fórum sobre Estratégia e Competitividade, uma promoção do FACIDE (Fórum Angolano para a Competitividade, Inovação e desenvolvimento), destinado a contribuir na dinâmica económica e comercial que se regista no país nos últimos dias, através de palestras de economistas nacionais e internacionais.

Fonte:TPA

Luanda é a cidade mais cara do mundo; São Paulo, a das Américas.
Londres, 28 de junho (Reuters Life!) – Por Paul Casciato
Luanda, a capital de Angola, é neste ano a cidade mais cara do mundo para expatriados, à frente de Tóquio, no Japão, e de Ndjamena, no Chade, segundo a Pesquisa Global Mercer do Custo de Vida.
São Paulo, em 21o lugar na lista global, é o lugar mais caro das Américas por causa da valorização do real. Entre as 214 cidades pesquisadas, Karachi, no Paquistão, é a mais barata.
Pela primeira vez, três cidades africanas estão entre as dez mais caras. Além de Luanda e Ndjamena, entrou também Libreville, no Gabão, que aparece em sétimo lugar.
Entre as dez mais há também três asiáticas (Tóquio e Osaka, em 6o, e Hong Kong, empatada em 8o) e quatro europeias (Moscou, em 4o, Genebra, em 5o, Zurique, empatada em 8o, e Copenhague, em 10o).
A pesquisa abrange mais de 200 itens.
“Nossas cidades são selecionadas com base nos pedidos dos nossos clientes multinacionais”, disse Nathalie Constantin-Metral, pesquisadora-sênior da Mercer, em nota que acompanha a pesquisa.
Segundo ela, vários setores –mineração, serviços financeiros, energia, empresas aéreas e indústrias– pediram mais informações sobre cidades africanas.
Sete cidades chinesas aparecem no ranking de 2010, num sinal de que, para as multinacionais, o país não se restringe a Pequim, Xangai e Hong Kong.
Na Europa, a cidade mais barata é Tirana (Albânia), em 200o lugar no ranking. No Oriente Médio, a mais cara é Tel Aviv (19o lugar), e a mais barata é Trípoli (Líbia, 86o).
Nos Estados Unidos, as mais caras são, pela ordem, Nova York (27o lugar) e Los Angeles (55o). A cidade de Winston Salem é a mais barata do país para estrangeiros viverem, em 197o lugar no ranking geral.
“O enfraquecimento do dólar diante de várias outras moedas, junto com uma redução no custo da acomodação de aluguel, puxou as cidades dos Estados Unidos para baixo no ranking”, disse Constantin-Metral.
Na América do Sul, o Rio de Janeiro é a segunda mais cara (29o lugar mundial), seguida por Havana (45o), Bogotá (66o) e Brasília (70o).
Buenos Aires ficou em 161o lugar, e Manágua é a cidade mais barata da América Latina, em 212o lugar na lista mundial.
Fontes e mais informações:

Parece que a economia angolana volta a entrar nos eixos. Depois da crise, a retomada é esperada, para o segundo semestre de 2010. Esta visão de cenário macroeconômico é muito importante para os empresários que querem entrar naquele país.

Apreciem a leitura.

Guilherme Roque – Diretor Geral

Angola – “Economia real” começa a mexer

Por enquanto, os resultados não são bombásticos. Mas, depois de mais de doze meses de crise, parece que a “economia real” angolana começa a mexer.

Alberto Sampaio, Revista África 21 *

Luanda – Por enquanto, os resultados não são bombásticos. Mas, depois de mais de doze meses de crise, parece que a “economia real” angolana começa a mexer. Segurados os fundamentos macro-económicos, o principal desafio do Estado é como injectar dinheiro no mercado, para pôr outra vez o país a funcionar como no ano histórico de 2008.

Depois da abrupta queda registada entre Dezembro de 2008 e Maio de 2009, as reservas angolanas têm registado uma consistente tendência para o crescimento, tendo alcançado, em Março deste ano, quase 14 mil milhões de dólares. Por outro lado, a moeda nacional – o kwanza –, fortemente depreciado durante o ano passado, também tem subido nas últimas semanas, mantendo-se estável em relação à cotação do dólar.

As duas coisas estão ligadas. Com efeito, o incremento das reservas – fruto, sobretudo, do aumento das exportações de petróleo, associado à respectiva alta de preço no mercado internacional para cerca de 80 dólares o barril – tem possibilitado, entre outros, a reactivação da venda de dólares pelo Banco Nacional de Angola (BNA), o que contribui para a relativa estabilidade do kwanza. Só na primeira quinzena do passado mês de Maio, o BNA vendeu aos bancos comerciais 260 milhões de dólares.

Ao mesmo tempo, a inflação registou uma desaceleração ligeira. Nos dois primeiros meses deste ano, baixou para 13,6%, o que, contudo, continua acima da estimativa oficial para a inflação anual de 2010: 13 %. Segundo os analistas, esse patamar parece difícil de alcançar, devido ao padrão da evolução dos preços em Angola, cuja economia é essencialmente “importadora”, e da desvalorização da moeda nacional.

Sinais promissores

Na óptica do Fundo Monetário Internacional (FMI), com quem o governo assinou em Novembro do ano passado um acordo stand by no valor de 1,4 mil milhões de dólares, trata-se de um “bom começo na implementação de um programa abrangente de reforma para corrigir os desequilíbrios macro-económicos”. No mês passado, o FMI liberou a segunda tranche, no valor de 171,5 milhões de dólares, do referido empréstimo. O total disponibilizado pelo fundo, até agora, é de 514,5 milhões de dólares.

Com os fundamentos macro-económicos aparentemente sob controlo e tranquilizadas pelo aumento das receitas petrolíferas e pelo acordo com o FMI, as autoridades começaram a pagar a dívida interna, calculada em 4,5 mil milhões de dólares, o que é determinante para a reactivação da economia real. Parte dessa dívida será paga com Obrigações do Tesouro (OT), sendo a ideia usar essa modalidade no caso dos credores que tiverem mais de 30 milhões de dólares a receber do Estado.

Outro sinal promissor é a inversão da tendência de abrandamento do crédito bancário à economia registado no auge da crise. O facto dos bancos já terem realizado o ajustamento dos seus balanços ao novo coeficiente de reservas obrigatórias fixado pelo BNA e o incremento dos depósitos bancários contribuíram para o aumento da liquidez do sistema, permitindo, a partir do último trimestre de 2009, uma aceleração dos créditos. O que, entretanto, inquieta os observadores é que o crédito a particulares e o crédito ao comércio continuam a ser mais importantes do que o crédito produtivo, incluindo o crédito agrícola.

Nos últimos dias de Maio, o mercado foi surpreendido com uma boa notícia que poucos esperavam: a retomada da produção diamantífera. Com efeito, a concessionária estatal Endiama assinou um contrato com a Somiluana para a exploração de uma nova mina localizada na província da Lunda Norte. A Somiluana, uma associação entre a Endiama, a sul-africana Trans Hex e três desconhecidas empresas privadas angolanas – Caxingi, Wenji e Za-Kufuna -, investiu 28 milhões de dólares no projecto, que, segundo o presidente da Endiama, Carlos Sumbula, está pronto a arrancar.

Perspectivas e desafios

O maior desafio das autoridades é injectar dinheiro na economia, para pô-la novamente a funcionar como no passado recente. O aumento das receitas petrolíferas e o financiamento do FMI ajudam a realizar esse objectivo, mas as autoridades querem lançar mão, igualmente, de outras alternativas, como a venda de Obrigações do Tesouro no mercado interno e de títulos da dívida no mercado externo.

Assim, e enquanto um total em kwanzas equivalente a dois mil milhões de dólares em OTs foi colocado no mercado local pelo BNA no passado mês de Maio, Angola colocará este mês à venda no mercado internacional, pela primeira vez, os seus títulos soberanos, no valor de quatro mil milhões de dólares. A operação, liderada pelo banco americano JP Morgan & Chase Co., segue-se à atribuição do nível B+ à dívida do país atribuída, no final de Maio, pelas agências de rating Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s.

Essa classificação é igual à da Nigéria, correspondendo também à classificação inicial de países emergentes, como o Brasil ou a Rússia. As referidas agências prevêem a subida de Angola para o nível imediatamente superior (BB) num prazo relativamente curto, “se as perspectivas de progresso económico e institucional do país se concretizarem”.

A “diplomacia económica” também continua a ser utilizada por Angola para captar os recursos de que precisa para continuar a crescer. As autoridades angolanas pretendem, por exemplo, transformar a actual crise na zona euro numa oportunidade para atrair empresários europeus para investirem em Angola.

“As empresas espanholas, que, por força da crise internacional, se viram mergulhadas numa insolvência, podem encontrar em Angola uma oportunidade para a sua revitalização e contribuir para o esforço do governo angolano para melhorar a vida da população” – disse no mês passado em Madrid o presidente da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaime.

Obviamente, é difícil prever qual será a resposta dos investidores, quer locais quer estrangeiros, mas as autoridades parecem optimistas quanto à possibilidade de arrecadarem os fundos necessários para animar a economia. Um sinal disso é o compromisso do governo de incluir no Orçamento rectificado que submeterá à Assembleia Nacional no próximo mês de Julho verbas para pagar a maior parte da dívida interna em atraso.

A eliminação das actividades não fiscalizadas da estatal petrolífera Sonangol e a melhoria do foco do programa de investimentos públicos são outros dois objectivos do Orçamento. A poupança obtida com essas medidas será direccionada para as rubricas sociais. Vivendo 60 por cento da população em situação de miséria extrema, a questão social é absolutamente crucial, económica e politicamente.

Artigo de Alberto Sampaio, publicado na edição de junho da Revista África 21

Lusoimpex na FILDA 2010

A Lusoimpex, participará mais uma vez, da maior feira multisetorial de Angola, a FILDA. Em nossa participação deste ano, iremos focar a promoção de produtos de nossas representadas. Serão efetuadas algumas ações promocionais, como por exemplo, degustação de produtos da VAPZA, promoção especial de venda das máquinas de bloco de concreto da Atlântica Máquinas. Enfim, é mais uma vez a Lusoimpex inovando no mercado angolano, levando o que há de melhor no Brasil para Angola.

Aguardem novidades. Iremos postar fotos, e notícias sobre nossa participação este ano.

Guilherme Roque – Diretor Geral

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina hoje (23) um acordo de parceria privilegiada com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Com a parceria, Brasil e Angola estabelecem que os presidentes dos dois países devem se reunir ao menos uma vez por ano e que o diálogo entre os ministros deve ser ampliado em todos os setores. Há três anos, Lula e Santos definiram as prioridades.

A ideia é que o Brasil forneça conhecimento e tecnologia nas áreas de agricultura, saúde e educação, além de defesa.  Desta vez, serão intensificados a implementação do sistema de saúde pública angolano, projetos de combate à anemia falciforme e a execução de programas de ensino superior e técnico.

Reeleito em 2008, Santos está no poder há 31 anos. O partido dele obteve mais de 80% dos votos nas últimas eleições, e a principal legenda de oposição, Unita, conseguiu apenas 10%. Os outros 10% dos votos foram compartilhados por siglas menores.

Lula e Santos deverão passar apenas algumas horas reunidos em Brasília. Eles assinarão o acordo de parceria estratégica e firmarão uma série de ações conjuntas. Para ampliar as relações comerciais entre os dois países, foram convidados empresários angolanos e brasileiros. Depois das reuniões, haverá um almoço no Palácio Itamaraty. De janeirooutubro de 2009, a corrente de comércio entre o Brasil e Angola foi de US$ 1,226 bilhão. Só no ano passado, os produtos industrializados representaram 84,4% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos que representam 15,5%.

Para Angola, os principais produtos brasileiros vendidos foram carne de frango congelada, fresca ou refrigerada, açúcar refinado, veículos de carga, chassi com motor e carrocerias para automóveis, entre outros.

Com uma economia dominada pela produção de petróleo e diamantes, o governo de Angola tem se dedicado à diversificação por meio do estímulo à criação de um fundo de US$ 600 milhões. Apenas a produção de petróleo no país é de cerca de 2 milhões de barris por dia e a de diamantes de mais 10 milhões de quilates por ano.

Brasil e Angola reunidos


Os governos de Angola e Brasil devem assinar hoje, em Brasília, vários instrumentos jurídicos para o reforço da cooperação entre os dois Estados. Os acordos serão assinados no âmbito da visita oficial de dois dias do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, ao Brasil, que iniciou ontem, terça-feira, a convite do seu homólogo, Luiz Inácio Lula da Silva.

Os acordos, destinados ao reforço das relações de cooperação entre os dois Estados e Governos, devem incidir sobre os domínios das Finanças, Defesa, Agricultura, Educação e Saúde, entre outros.

O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola, proclamada a 11 de Novembro de 1975. Desde 1980, as nações mantêm acordos gerais de cooperação Económica, Técnico-científica e Cultural.

Dados divulgados pela Angop indicam que em 2009 as exportações brasileiras para Angola alcançaram 1,33 biliões de dólares, com destaque para bens alimentares, materiais de construção, camiões, tractores e outros equipamentos.

As exportações de Angola para este país da América do sul atingiram 137.7 milhões de dólares, sendo principal produto o petróleo.

PUBLICADA POR REVISTA ANGOLA´IN EM 11:56

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